Luís Roberto Barroso escolhe boas lutas, pensa criticamente e ensina

Há ditados que sintetizam preconceitos repetidos ao longo do tempo.   Um dos adágios mais tolos que já ouvi diz que “quem sabe faz, quem não sabe ensina”.  Luís Roberto Barroso, nomeado hoje pela Presidenta Dilma Roussef para o STF, é a prova viva de que é possível saber muito, pensar criticamente, agir e ensinar. De que a atuação prática e a reflexão teórica podem andar juntas, e de que a combinação dessas habilidades produz resultados inspiradores.

Mais do que isso, Luís Roberto é uma grande pessoa. Com certeza escreverá belas páginas da história do Judiciário brasileiro.

Publicado em 24 de maio de 2013, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. Bernardo Campinho

    Prof. Luís Roberto Barroso chega ao Supremo Tribunal Federal após construir brilhantemente e com sucesso duas carreiras – como advogado e como professor universitário – que convergem em um só objetivo: a reconstrução do Direito Público e do próprio constitucionalismo no Brasil a partir do ideal democrático e da promoção dos direitos fundamentais. Fui seu aluno no ano de 2004, na disciplina Interpretação Constitucional, no mestrado em Direito na UERJ, e vivi uma experiência duplamente feliz: desfrutar o brilhantismo das ideias e conviver com a pessoa extraordinária, gentil e descontraída que é o Professor e agora Ministro Barroso. A nação esperou seis meses pela indicação da Presidenta, mas, pela experiência que tive ao longo daqueles quatro meses em 2004, valeu a pena esperar, pois o Brasil ganha um intelectual renomado, um homem de caráter e convicções, um mestre apaixonado pelo que fez e um Juiz que será obstinado pela busca dos valores da justiça, da igualdade e da democracia! Parabéns a Presidente/a Dilma pela indicação, ganha o Brasil com o saber, a humanidade e o senso crítico que Prof. Barroso certamente levará ao Supremo!

  2. O professor Luís Roberto irá construir uma belíssima carreira no STF. É um homem íntegro, inteligentíssimo, de caráter irretocável. Com certeza, irá contribuir muito para a solidificação cada vez maior da nossa recente democracia. Escolha mais do que acertada da Presidente.

  3. O tempo passou com rapidez, mas resta nítido em minha memória o primeiro contato com o Professor Barroso. Na verdade, dava início ao curso de Direito e, àquela época –- e lá se vão longos anos –, a irmã de minha então namorada, preparando-se para prestar concursos públicos –- hoje uma brilhante magistrada fluminense, diga-se por oportuno –, possuía, em sua vasta biblioteca, dentre outras, a obra “O direito constitucional e a efetividade de suas normas”. Percebi que, com frequência, ela lia novamente aquele livro. Curioso, decidi checar a íntegra daquele exemplar, afinal algo de importante deveria conter! Com efeito, mesmo sem saber quem era Luís Roberto Barroso, e superando eventuais dificuldades de compreensão –- cursava o primeiro [talvez segundo] período de Direito, repita-se –, confesso: foi amor à primeira, segunda, terceira [sei lá!] “lida”! Na verdade, aquele livro despertou meu interesse pelo Direito Público. Por ironia, na mesma ocasião fui selecionado para estagiar em uma respeitada banca de advocacia reconhecida por sua tradição na área do contencioso cível e empresarial, onde, assim que graduado, passei a integrar o corpo de sócios, função exercida por quase oito anos, quando optei, há pouco, por deixar a sociedade. Engana-se, no entanto, quem pensa que deixei de estudar o Direito Público durante esse período. Não e não. Acabei tendo a oportunidade de atuar em casos envolvendo direito regulatório, administrativo –- sobretudo na área de licitações e contratos, por exemplo –, sem, como não poderia deixar de ser, abrir mão da leitura de clássicos do Direito Público, aí incluídas, naturalmente, obras do Professor Barroso. Por sorte, litiguei contra o escritório do Professo Barroso [salvo engano] em poucas –- apesar de relevantes –- causas, onde a disputa era boa demais. O grande problema, no entanto, era quando a parte contrária juntava aos autos parecer elaborado por Barroso… Rebater seus argumentos –- como se pode imaginar –- fazia-se tarefa quase hercúlea! Do mesmo modo, cursei, durante este intervalo de tempo [na verdade, recém formado], o LL.M em Direito do Estado e da Regulação (FGV/Rio) –- à época coordenado pelo saudoso Professor Marcos Juruena, cuja precoce partida deixou muita saudade –, onde, dentre figuras notáveis do Direito Público, tive o primeiro contato pessoal com Barroso, durante uma aula –- a memória começa a me trair, assim não lembro o tema da exposição – fantástica. Além de sua notória cultura –- transmitida com clareza cristalina, é bom frisar –, o que mais despertou minha atenção foi seu modo de agir, despido de toda e qualquer vaidade. Brilhante! Anos mais tarde, fui monitor do Curso de Educação Continuada, também na FGV-Rio, “Processo Civil Contemporâneo: uma visão prática e estratégica” –- coordenado pelo Professor Sergio Bermudes –, onde elaborava, de acordo com as diretrizes dadas pelos palestrantes, as apostilas de cada aula, além de avaliá-las. Qual não foi a surpresa quando me coube traçar, em conjunto com o Professor Barroso, como seriam sua exposição e apostila aos alunos distribuída. Coração a mil! Ainda que via telefone, a gentileza, disponibilidade, generosidade e, sobretudo, humildade de Barroso transbordavam! Chegado o dia da aula, Barroso –- mesmo com a agenda lotada –- foi de pontualidade britânica. Conversamos rapidamente sobre a turma, o tema etc., e a aula teve início. Como esperado, ele deu um verdadeiro show. Ao final da aula, lembrando Machado de Assis (“Elogio da Vaidade”), pude confirmar que Barroso, sem aquela “… volúpia suprema da vaidade, que é a vaidade da modéstia”, era de uma humildade irrefutável. Forçoso reconhecer, então, que o próximo dia 26 será histórico. Sempre preocupado com o futuro das gerações vindouras, estou certo de que naquela data o Supremo Tribunal Federal –- lá estarei, sem dúvida — dará posse a alguém que –- alheio a pressões, acordos, política, e, principalmente, repleto de ética, dignidade, conhecimento e respeito à Constituição Federal –- figurará entre os notáveis de nossa Corte Suprema, cujo legado permanecerá eterno na história do País. Seu nome: Ministro Luís Roberto Barroso.
    @BMartins3

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